Com o aumento de expectativa de vida, muitas mulheres estão demonstrando mais interesse em temas relacionados a saúde e bem-estar. E um dos assuntos que começou a se tornar pauta constante entre o sexo feminino é o rejuvenescimento íntimo. Inclusive, o tema foi destaque no Congresso Americano de Dermatologia, que aconteceu na Califórnia no mês de fevereiro.
Durante o encontro, profissionais da área dermatológica, conheceram e se atualizaram sobre diferentes tratamentos, preventivos e corretivos, que visam minimizar os efeitos do envelhecimento cutâneo dessa área.
Qual a causa do envelhecimento da região íntima?
A principal causa do envelhecimento em diferentes partes do corpo tanto da mulher quanto do homem é a perda do colágeno, e isso acontece de maneira mais acelerada com a chegada da menopausa nas mulheres.
Na região íntima, os principais efeitos são: ressecamento, debilidade da musculatura das paredes internas da área, deformação dos grandes lábios e a falta de lubrificação. Geralmente, os primeiros sinais do envelhecimento do local começam a aparecer por volta dos 45 anos.
Por essa razão, muitos dermatologistas recomendam que a partir dos 40 anos, as mulheres comecem a procurar tratamentos preventivos para retardar o envelhecimento da região intima, já que é nessa idade que os primeiros sinais da menopausa começam a aparecer. Com o auxílio de tratamentos adequados é possível amenizar os sintomas.
Quais tratamentos são recomendados?
A radiofrequência é um procedimento preventivo, mas que também pode ser usado como corretivo com excelentes resultados. Ela atua no aumento da produção de colágeno, é seguro, indolor e ajuda a melhorar o contorno da vulva de forma não invasiva, além de reduzir o tamanho dos pequenos lábios.
O número de sessões necessárias de radiofrequência é informado pelo médico dermatologista, pois o profissional irá avaliar caso a caso para entender as necessidades de cada paciente. O indicado é que as sessões sejam realizadas semanalmente, para que o corpo tenha tempo hábil para se recuperar e otimizar os resultados. Logo após as primeiras sessões, já é possível notar um aumento da tonicidade e a diminuição de flacidez da região.
Esse tratamento também ajuda mulheres que possuem incontinência urinária leve, pois após as sessões, elas já conseguem notar uma melhora. Isso acontece porque com o aumento da produção de colágeno, a musculatura das paredes internas da área fica mais forte, aumentando a frequência das contrações.
E o que fazer quando o envelhecimento íntimo já está em estado avançado?
Caso a mulher já apresente envelhecimento avançado da região, é possível reverter esse quadro por meio de alguns procedimentos, como CO2 e preenchimento dos pequenos lábios – sendo necessário anestesia local. Para que o médico dermatologista possa recomendar qual o melhor tratamento para cada caso, é importante que a paciente tenha uma conversa clara sobre os seus principais incômodos, pois não se trata apenas de uma melhora estética do local.
Quais são os resultados dos procedimentos?
Ao final dos tratamentos, tanto nos casos preventivos quanto corretivos, a mulher consegue notar que sua região íntima está mais harmônica em relação ao seu corpo e a aparência está melhor, graças a mudança na coloração e o tamanho dos grandes lábios, que diminuem. Algumas pacientes também percebem uma melhora significativa na parte sexual.

Dra. Carolina Ferolla
Dermatologista CRM-SP 91139
RQE Dermatologista: 25722