Marca pode surgir de fatores genéticos e da produção irregular de colágeno

O queloide é uma resposta do organismo a qualquer agressão que a pele possa ter, entre elas: cortes leves ou profundos, queimaduras, inflamações e cirurgias. Também podem advir de fatores genéticos e da produção irregular de colágeno. O aparecimento pode levar meses, mas geralmente ocorre dentro de um ano após a agressão, podendo continuar crescendo ao longo do tempo.

Nas pessoas com processo de cicatrização normal, o que se espera é uma marca clara, reta e restrita ao local da agressão. Já as pessoas com predisposição ao queloide podem ter uma cicatriz imperfeita, de tom rosado, com volume parecido a um inchaço, algumas vezes dolorido e com coceira no local. Uma vez formados, não regridem espontaneamente.

Existem estudos que comprovam uma maior probabilidade de pessoas de etnia negra e asiática de desenvolverem queloides, devido a uma propensão em produzir fibroblastos. Os fibroblastos são células de reparação, que produzem o colágeno necessário para que haja a cicatrização. O queloide surge pela proliferação excessiva de fibroblastos e colágeno.

Os queloides podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns nas orelhas e região do tronco superior. É interessante observar que às vezes uma mesma pessoa pode ter um processo de cicatrização normal em uma parte do corpo e em outra região formar o queloide. Isso acontece pelas diferentes características da pele.

Apesar de ser impossível prever, certos cuidados devem ser tomados, como iniciar um tratamento preventivo 24 horas depois de uma lesão, independente da extensão ou profundidade. Os tratamentos podem ser feitos de diferentes formas, dependendo do local e tamanho do queloide que o paciente apresenta, bem como das características de cada tipo de pele, sendo necessário um acompanhamento por um período médio de 12 meses.

Abaixo, algumas opções de tratamentos:

1- Injeção de corticoide, para reduzir a síntese de colágeno. O procedimento pode gerar efeitos colaterais, como aparecimento de vasinhos, atrofia da pele e/ou alteração em sua coloração;

2- Placas de silicone podem ajudar a diminuir a tensão na cicatriz;

3- Estimulação elétrica auxilia na supressão da formação do colágeno e também alivia os sintomas de dor, coceira e inflamação;

4- Alguns tipos de lasers ajudam a reduzir as cicatrizes. O pulsed dye, por exemplo, atua em pequenos vasos;

5- Remoção cirúrgica do queloide. Deve-se ter muito cuidado, pois o risco de recorrência é grande e pode alargar a cicatriz. É importante seguir um tratamento preventivo imediato;

6- Medicamentos tópicos também são eficazes em alguns pacientes.

Fonte: www.sbcd.org.br.