Primeiros sintomas da doença são manchas de cor parda ou esbranquiçada

Uma das enfermidades mais antigas já registradas, a hanseníase, também conhecida como lepra, é provocada pela bactéria Mycobacterium leprae que, ao entrar na pele, inicia uma luta com o sistema de defesa e, dependendo de como o organismo reage, pode levar a doença.

Inicialmente, a hanseníase afeta a pele e os nervos periféricos, responsáveis por levar as informações motoras e sensitivas até o cérebro, porém, também pode atingir os olhos e os tecidos do interior do nariz. Os primeiros sintomas são manchas de cor parda ou esbranquiçada.

Na região afetada pela doença, o paciente sofre perda de pelos e de sensibilidade térmica, além de ausência de transpiração. Já se tiver os nervos atingidos, pode ter dormência e perda de força muscular.

Existem quatro estágios da hanseníase: indeterminada (inicial), tuberculóide (leve), borderline (intermediário) e virchowiana (grave). O paciente não tratado pode transmitir a enfermidade por meio das gotículas que saem do nariz ou da saliva, mas não há transmissão pelo contato com a pele. Se não tratada, a doença pode causar sérias incapacidades físicas.

O diagnóstico deve ser feito por um dermatologista, que irá realizar testes de sensibilidade e capacidade de força, palpação de nervos e, se necessário, irá solicitar biópsia da região atingida, dentre outros exames laboratoriais. Já o tratamento é realizado por meio de uma combinação de medicamentos antibióticos e pode levar de seis meses a dois anos, conforme o estágio e forma da doença de cada paciente.

Fontes: Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Ministério da Saúde.