O peeling é um processo para destruir as camadas superficiais da pele, e que pode ser realizado de três maneiras: por meio de um agente químico, aparelhos de microdermoabrasão ou laser. É uma maneira eficaz de acelerar a renovação celular da pele. Como qualquer procedimento é importante que ele seja ministrado por um profissional, que saberá informar ao paciente em quais casos ele é recomendado, em quanto tempo aparecem os resultados e se existe contraindicação.

 Como é realizado o peeling
O procedimento consiste em eliminar de maneira controlada, parcialmente ou completamente, a epiderme, acarretando na esfoliação e remoção de lesões superficiais.
Após esse processo, surge um novo tecido dérmico e epidérmico. O peeling pode clarear manchas, colaborar para a diminuição de cicatrizes de acne, além de suavizar marcas de expressão.

Quais os tipos de peeling que existem
Nas clínicas dermatológicas são realizados três tipos de peelings: o químico, a microdermobrasão e o laser. Cada um tem suas particularidades e deve ser recomendado pelo dermatologista de acordo com as necessidades de cada paciente.

Os peelings químicos são realizados por meio da aplicação de agentes como: o ácido glicólico, salicílico, retinóico e mandélico. Esse tipo de procedimento pode ser feito de maneira superficial, média ou profunda, isso dependerá da profundidade dos ativos na pele. Quanto mais forte for o peeling, mais ele irá deixará a pele sensível e descamada, acarretando um maior tempo para a recuperação.

Já na microdermobrasão são utilizadas lixas de pontas de diamantes (peeling de diamantes), ou aparelhos de microdermoabrasão por fluxo de cristais (peeling de cristal) para realizar uma esfoliação sob pressão assistida.  A microdermobrasao é invasiva, porém segura, já que o equipamento utilizado regula os níveis em que a pele será esfoliada. Esse tipo de peeling é o mais recomendado para a maioria dos tipos de pele e pode ser feito durante o ano inteiro.

E por fim o peeling a laser, que proporciona uma maior remodelação da pele e aumenta a produção de colágeno. Os lasers ablativos entram em contato com a pele, de forma precisa, para que ele libere sua energia luminosa em forma de calor, o que vai causar a evaporação da umidade natural da derme, gerando a destruição do tecido e a remoção da pele.

Por não queimar toda a superfície da pele, esse processo deixa ileso pequenos fragmentos, o que possibilita uma recuperação acelerada e sem complicações.

Flacidez, manchas, rugas superficiais, sequelas de acne e estrias são os problemas mais tratados por esse método.

O peeling a laser é recomendado para pessoas de pele clara e deve ser evitado para pessoas de pele negra, pois devido à forte ação desse procedimento, a pele negra pode apresentar despigmentação na região que receber os pulsos do laser.

Resultados
O peeling químico deixa a pele com uma aparência bastante uniforme, além de trazer luminosidade. Já a microdermobrasão apresenta uma visível melhora no aspecto dos poros dilatados e na textura da pele. Em relação ao peeling a laser, ele vai estimular a produção de colágeno e uma retração da pele, causando a melhora das rugas finas.
É importante lembrar que o resultado depende do tipo de pele do paciente. Antes de realizar qualquer um desses procedimentos, consulte um dermatologista.

Dra. Carolina Ferolla
Dermatologista CRM-SP 91139
RQE Dermatologista: 25722